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Os Monstros da Bíblia e Culturas Antigas

 Gustave Doré [Public domain], via Wikimedia Commons
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O Leviatã

A julgar por suas descrições o Leviatã parece ter sido uma criatura aquática majestosa e imponente. Algumas notas de margem em outras versões mais antigas da Bíblia especulam que ele poderia ter sido uma baleia, porém essa descrição não condiz com as características que os textos Bíblicos apresentam sobre o Leviatã. 

Segundo a wikipedia o Leviatã era um peixe feroz citado no Antigo Testamento. Seria uma criatura que, em alguns casos, poderia ter uma interpretação mitológica, ou simbólica, dependendo do contexto em que as palavras estavam inseridas. Geralmente é descrito como tendo grandes proporções e foi  muito temida no imaginário dos navegantes europeus da Idade Média e nos tempos bíblicos.(referência).

Histórias antigas mesclam características singulares dessa criatura, que muda de nome em diferentes culturas. A identificação precisa do "leviatã" ainda é envolta em mistérios. Tudo indica que ele era uma espécie de criatura aquática do mundo antigo. 

Alphonse de Neuville [Public domain], via Wikimedia Commons

Outras versões da Bíblia também especulam que ele poderia sido também um crocodilo, talvez uma espécie gigante que houve na antiguidade, quando as criaturas eram significativamente maiores do que são hoje. Com certeza esta ainda é uma questão acirrada e com muito pano de fundo para debates. Alguns também argumentam que o leviatã pode ter sido uma variedade de dinossauro. (ver Duane Gish, Dinosaurs - Those Terrible Lizards, San Diego: Creation-Life Publishers, 1977, pp. 30, 51-54). A teoria da evolução diz que os dinossauros foram extintos a cerca de 65 milhões de anos, ou seja,  antes que os seres humanos estivessem no cenário pré-histórico (hipoteticamente falando). Dentro deste contexto não haveria a possibilidade do Leviatã ter sido um dinossauro, já que ele (O Leviatã) é descrito nos textos de Jó co-existindo com os seres humanos.

Há ainda os que identificam o leviatã como sendo uma criatura "mitológica". Nesta linha de pensamento em alguns contextos do Antigo Testamento, a criatura seria apenas um símbolo da força do mal, como em Isaías 27: 1 

"Naquele dia o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão, que está no mar. (Isaías 27: 1)

O Professor americano Howard argumenta :

“O profeta do velho testamento estava se referindo às imagens poéticas conhecidas para seu povo, assim como os escritores cristãos aludem à mitologia greco-romana sem encorajar a crença nas divindades pagãs” 

(palavras dele). Referência (Wycliffe Bible Dictionary, Peabody, MA, 1998, p. 1028). Porém o uso de tal argumento não deve ser comparado com Jó 41 que diz: 

"Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com uma corda? Podes pôr um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada? Porventura multiplicará as súplicas para contigo, ou brandamente falará? Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre? Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas? Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores? Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás. Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será o homem derrubado só ao vê-lo?"

Jó 41:1-9

"Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem a graça da sua compostura. Quem descobrirá a face da sua roupa? Quem entrará na sua couraça dobrada? Quem abrirá as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes está o terror. As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado. Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas. Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar. Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama. No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move. O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo. Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam. Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha. Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre. A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança; Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama. As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de unguento. Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs. Na terra não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor. Ele vê tudo que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba."

(Jó 41:12-34)

É nítido que a descrição acima parece tratar o leviatã como um verdadeiro “monstro” do mar, o qual os homens antigos estavam bastante familiarizados, e ninguém era capaz de dominar essa terrível criatura.


O Beemote (ou Behemoth)

"Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada. Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?"

(Jó 40:15-24)


Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=707401
Esta é outra descrição interessante sobre um animal que até hoje tem gerado polêmica, porque ainda não se chegou a um consenso de que animal seria o Beemote. Segundo a descrição dos textos do Livro Jó, ele era um animal enorme e muito forte. 

Um Elefante?

Tomás de Aquino (c. 1225-1274), um notável teólogo católico, achava que o Beemote era um elefante. Essa visão, no entanto, nunca teve muita credibilidade entre os acadêmicos por várias razões. O elefante não era o maior nem o mais poderoso animal que vagou pela terra. Também, a força do elefante está em seu pescoço, cabeça e presas, não em sua “barriga”, como nos mostra o texto. Na verdade ele é mais vulnerável justamente nessa região. Finalmente a cauda do elefante não lembra em hipótese alguma uma árvore de cedro, pois ela é muito fina, mesmo nos elefantes do passado
.

Um Crocodilo?

A Bíblia em inglês publicada em 1970, apresentado o Beemote com o termo “crocodilo”. Essa comparação porém também é considerada errada já que o animal apresentado nos textos do livro de Jó é um herbívoro, enquanto que o crocodilo é carnívoro. Em contraste disso, o historiador Heródoto (c. 484-425 aC) descreveu como os egípcios capturavam e o domavam o crocodilo. Eles o veneravam como um deus. Incrivelmente eles até o adornaram com jóias. Tudo isso foi descrito por Heródoto.

Um Hipopótamo?

Esta é com certeza a mais famosa das comparações feitas ao Beemote. Em relação a comparação contextual ele foi classificado como sendo o animal "mais poderoso" de todas as criaturas do planeta (v. 19). O termo hebraico sugere “uma das maiores criaturas”. O fato é que o hipopótamo está em terceiro lugar entre os maiores animais da Terra, sendo superado pelo elefante e pelo rinoceronte. Sendo assim, ele não é o "mais poderoso" no mundo moderno, e também não foi do antigo.


A Besta Lotan

Muitas outras culturas além da hebraica também mencionam bestas poderosas. Na antiga mitologia dos Cananeus por exemplo, havia uma criatura de várias cabeças que se chamava Lotan ou Lothan. Acredita-se que o nome Lotan esteja relacionado justamente com a palavra hebraica leviatã (que significa “monstro articulado” ou “serpente”) e poderia ser uma forma contraída da palavra. O formidável Lotan é descrito nos relatos antigos como "o tirano de sete cabeças", "a serpente primitiva", "o monstro do caos", "a serpente sinuosa" e "o antigo dragão".

Há uma etimologia semita que pode ajudar a explicar por que Tiamat (feminino) é descrita como uma serpente. No mito fragmentado "Astarte e o Tributo do Mar" no inglês Astarte and the Tribute of the Sea, há uma menção de "Ta-yam-t" o que parece ser uma referência de uma serpente marítima (Yam). Se tal etimologia estiver correta irá explicar a conexão entre Tiamat e Lotan (Lo-tan, Leviatã). (fonte)

Gustave Doré [Public domain], via Wikimedia Commons

O Lotan de sete cabeças aparece primeiramente nos textos religiosos de Ras Shamra, que são antigos poemas e regras rituais registrados em tábuas com a escrita cuneiforme, escavadas no local da antiga Ugarit no norte da Síria de 1929 a 1933. Elas foram uma das maiores descobertas na arqueologia do oriente e nos dizem muito sobre a cultura dos cananeus que são mencionados no antigo testamento da Bíblia.

Contos deste monstro também foram descobertos em vários locais a leste da Mesopotâmia. É um elemento regular na mitologia do antigo oriente Próximo. Entre alguns povos, o Lotan de sete cabeças foi adorado como um deus, e sacrifícios eram oferecidos a ele.


Os homens antigos conheciam o Leviatã

Jó - Uma criatura que estava viva e conhecida por Jó (ver Jó 3: 8, 41: 1-34) e que acredita-se ter vivido na época de Abraão (nascido por volta de 2166 aC). Os textos mostram como se Jó conhecesse essa criatura pela maneira como Deus fala do Leviatã . Podemos ver nos primeiros dois versos uma suposição de Jó conhecendo a criatura por ouvir seu nome.

Asafe - Asafe escreveu Salmos 74, que fala das cabeças do leviatã no verso 14. Isto confirma as duas cabeças do leviatã. Asafe viveu no tempo de Davi e Salomão. Isso coloca o tempo dos textos entre 1040 - 940 aC.

Autor bíblico desconhecido - Salmo 104, escrito por um autor desconhecido, nos versos 25 - 26, mostra o leviatã como sendo uma criatura marinha.

Isaías - Isaías conhecia o leviatã e se referiu a ele em seu livro em Isaías 27: 1, onde é feita referência de Deus punindo o leviatã e matando-o.

Isaías também o identifica em no mesmo texto como ele sendo uma “serpente perfurante”, uma “serpente torta” e um “dragão”.


Resumindo

As duas Perguntas que ficam no ar continuam sendo as mesmas: "Que criaturas eram essas?" "Elas realmente existiram?" Com certeza são muito mais do que simples lendas ou mitologia, pois mostram ser registros de memórias coletivas. Assim a quantidade de informações e referências do mesmo assunto (ou pelo menos similares) nessas culturas , apontam para o único indício: elas foram reais.

by: kadumago

Fontes e Referências:
what-is-leviathan / Bíblia nos textos Salmo 74:14; Isaías 27: 1; Job 41 / Wycliffe Bible /  Lotan / Lothan / Yam (god) / Ugarit / Ras Shamra (Ugarit) / Duane Gish / Tiamat / Tribute of the Sea /  Heródoto / Tomás de Aquino / Duane Gish, Dinosaurs - Those Terrible Lizards, San Diego: Creation-Life Publishers, 1977, pp. 30, 51-54 / Monstro






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