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O Mistério da Múmia Pigmeu da Montanha de São Pedro


Foto: The San Pedro Mountains Mummy 

Uma celebridade pode ter uma breve carreira, ou ser famosa por décadas, até mesmo viver na memória pública após sua morte. E um bebê, alcançaria esta popularidade?

A múmia da montanha de S. Pedro foi descoberta em junho de 1934 por dois garimpeiros nas montanhas de S. Pedro, aproximadamente a 60 milhas a sudoeste de Casper.

"Ao contrário do que diz a lenda, das quase oito décadas que passaram desde sua descoberta, a múmia, era quase certamente um bebê humano,(note a palavra quase), e não um pequeno adulto da época do Plioceno ou da raça pigmeu (pessoas pequenas) da tradição indiana e americana".
É dito que fotografias e uma declaração assinada deixam pouca dúvida de que a própria descoberta era real. O documento datado de 13 de novembro de 1936 e assinado por Cecil Main, um dos garimpeiros, afirma que a múmia foi encontrada em uma caverna selada, em uma borda de pedra a cerca de dois metros e meio do chão..."não havia mais nada na caverna", disse ele.

A declaração afirma que a múmia era de"Homer F. Sherrill, mais tarde colocada em Museum em Chicago". A declaração juramentada foi de Scotts

Bluff County, Neb., e posteriormente registrada em Hot Springs County em 16 de agosto de 1943. Porque?

Desde o momento da sua descoberta até que se perdeu em 1950, a múmia percorreu um caminho que provavelmente nunca será possível documentar completamente. Um artigo de Penélope Purdy, no jornal "Casper Star-Tribune", datado de 21 de julho de 1979, afirma que os dois

garimpeiros "levaram a múmia de volta a Casper com eles como por curiosidade. Embora fossem ridiculizados por perpetrar uma fraude, o corpo fez aflorar os sentimentos locais de curiosidade e perplexidade por estar em uma redoma de vidro ...
Lou Musser escreveu em um artigo de 30 de março de 1950 para o Casper Tribune:

 "Herald a múmia que há anos tem sido o centro de muita controvérsia neste local". 

Musser observa que, antes de ser comprado por Ivan Goodman, um empresário de Casper, a múmia era exibida por um dono anterior na farmácia de Jones em Meeteetse, Wyoming. Embora Musser não diga o nome do proprietário de Meeteetse nem o preço que Goodman pagou, Purdy menciona um preço de venda de "vários milhares de dólares".

Foto: Lost world Museum

Se a múmia foi datada no mesmo ano da descoberta, ambos os artigos de Purdy, bem como os de Musser's, têm erros. Purdy afirma que a múmia foi encontrada em outubro de 1932, mas de acordo com a "lenda local" Musser a descobriu, sem mencionar a data.

Para confundir ainda mais o assunto, um artigo de jornal de 21 de outubro de 1977, também do jornal Casper Star Tribune, afirma:

"Goodman ... disse que comprou a múmia na montanha de um pastor de ovelhas." 

Este  artigo também menciona que o pastor realmente havia descoberto a múmia. O detalhe é que este mítico pastor não é nomeado em nenhum dos artigos que se referem a ele. Mesmo a afirmação juramentada de que a múmia estava no Field Museum está aberta a indagações.

O arquivista Armand Esai observa que o Museu do Campo não tem registro da presença da múmia durante esse período. O item ainda poderia estar lá em empréstimo ou para identificação, mas porque não fazia parte da coleção oficial do museu, a múmia não estava listada nos registros.

Assim, os fatos descobertos após a gravação da declaração jurada são incompletos, mas a propriedade de Ivan Goodman em 1950 é certa.

Isto foi confirmado por seu filho Dixon Goodman de Casper. O ancião Goodman levou a múmia ao Dr. Harry Shapiro, curador de antropologia biológica no Museu Americano de História Natural da cidade de Nova York. Shapiro examinou e tirou, raio-X e enviou os filmes da época a George
Gill, então professor de antropologia biológica na Universidade de Wyoming.

Gill confirmou que recebeu o raio-X e que ele e Shapiro concordaram que a múmia  era quase certamente um bebê humano, nascido morto ou morto pouco depois do nascimento. Esta criança provavelmente morreu de encefalia, a ausência congênita de uma grande parte do cérebro.
Mais tarde, em 1950, quando Goodman viajou para Nova York uma segunda vez, e levou a múmia a um homem chamado em três artigos de "Leonard Wadler" (artigo de Purdy em 24 de julho de 1979, além de outro datado por ele de 9 de outubro de 1990 e um de John Bonar na 62 Annual Wyoming Chronicle, datada de 23 de março de 1980.

 Foto: The San Pedro Mountain Mummy    Public Domain

Os raios X revelaram que a múmia da montanha de S. Pedro tinha dentro de si um esqueleto perfeitamente formado, semelhante a um homem, com um conjunto completo de costelas semelhantes a humanos.

Bonar acrescenta que um bibliotecário por nome Casper "alega que adquiriu a múmia para estudar..." Todos os três artigos afirmam que logo após levar a múmia para Wadler, Goodman ficou doente e morreu. A múmia nunca foi devolvida à família de Goodman, e nunca mais foi vista novamente.
Com essa ausência de 63 anos a maior parte das pessoas desconhece essa intrigante múmia que seria segundo as lendas, supostamente de um pigmeu humano. Bem antes de 1950, a imprensa sensacionalista começou difundindo a notícia atravéz de um artigo do jornal Milwaukee de 17 de
agosto de 1941: "Uma raça de pigmeus viveu uma vez na América?" 

De acordo com este artigo, é dito que a múmia era um homem minúsculo, com 65 anos no momento de sua morte. Este parece ter sido o consenso antes das descobertas de Shapiro e Gill.

O jornal Milwaukee afirmou:

"examinada por raio-X havia comida no estômago da múmia e, que parecia ter sido carne crua. Os dentes na frente da boca eram ponteagudos e afiados, típico de animais carnívoros". 

Mais intrigante ainda foi o gemido do desespero supostamente proferido por um dos garimpeiros ao encontrar a múmia:

"A maldição está sobre nós! 

Como um jogo infantil em que todos se sentam em círculo e sussurra na orelha do vizinho, as palavras que ele pensou ter ouvido, a história continuou a a fazer aumentar ainda mais o surrealismo.

Por exemplo, Em "Wyoming's Mystery Mummy", um capítulo em Stranger Than Science, publicado em 1959, o autor Frank Edwards observa que os "lábios retorcidos" da múmia tinha um sorriso sardônico". Este autor também repete a data da descoberta diferente, ele diz que foi em outubro de
1932.

O entusiasta da história de Wyoming, Robert David, em um artigo no Casper Tribune de 11 de março de 1962, também relata a data de descoberta em outubro de 1932. David cita a múmia de S. Pedro Mountain como uma "descoberta atual de pigmeu extinto", relatando várias lendas contadas pelos velhos chefes indígenas de Shoshones e Arapaho.
A lenda diz que uma grande multidão de pigmeus atacou violentamente as aldeias e ameaçou matar a todos.

Um artigo da Internet, "Little People and the S. Pedro Mountain Mummy", explica que muitos acreditam que as pessoas pequenas são lendas, e nomeiam a múmia da montanha de S. Pedro como se refererissem às lendas dos chefes Shoshones que falam que as pessoas pequenas atacavam "com pequenos arcos e flechas envenenados".

Há com certeza a questão do repatriamento do Índio Americano, pois é quase certo tratar-se do corpo de uma criança índia americana tirada de um túmulo. A instituição Nagpra desenvolve um processo para o retorno de itens culturais dos indianos americanos, incluindo restos

humanos e objetos funerários, aos descendentes ou tribos culturalmente afiliadas, sempre que possível, e particularmente quando os itens são encontrados em terras federais, como foi neste caso.

No início da década de 1990, o interesse pela múmia permaneceu forte. Um episódio popular da série de televisão, Unsolved Mysteries, filmado em 1994, contou a história e incluiu uma entrevista com o Dr. Gill. Como resultado, um fazendeiro de Wyoming trouxe-lhe outra múmia, que foi encontrada em 1929 também na região de S. Pedro Mountain.

Gill enviou para o Denver Children's Hospital e também examinou ele mesmo obtendo raios-X, uma amostra de DNA e uma data de radiocarbono. Os resultados "confirmaram" tudo o que ele pensava sobre a múmia, incluindo o diagnóstico de encefalia.

A múmia da montanha seria real? Parece que sim, e sem perspectivas imediatas de se poder testa-la ou estuda-la, aqueles que são encarregados por difundir os mitos, continuarão disseminando a oportunidade de serem criadas especulações da real possibilidade de haver realmente o mundo das
Fadas como diz o trecho do poeta irlandês William Allingham:

"Subindo a montanha ao vento, Abaixe seu ventre cuidadosamente, pois  nós não queremos caçar por medo dos temíveis homens pequenos". (William Allingham)


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