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Akanis, Akahim e Akakor e os relatos de Tatunca Nara

Image Sourse / Image Credit

São inúmeras as lendas de cidades perdidas no Brasil, histórias centenárias que atravessam gerações. Mas a verdade é que muito pouco ou quase nada sabemos de fato a respeito de todos estes mistérios. Essas histórias falam de cidades perdidas datadas de milhares de anos, com avenidas pavimentadas com imensos blocos de pedra, e grandes pirâmides agora cobertas pela vegetação, supostamente nas selvas brasileiras. Esses relatos foram descritos por vários exploradores que alegaram tê-las visitado durante os últimos séculos. Muitos deles perderam suas vidas nas florestas. Essas cidades misteriosas foram consideradas pelo coronel Percy Fawcett, desaparecido em 1925 durante uma de suas explorações na Amazônia, como tendo "vínculo a lenda de Atlân­tida ou mesmo como sendo ela mesma", supostamen te quando o clima da região amazônica teria sido mais temperado e o rio Ama­zonas e seus afluentes corriam através de uma região fértil antes da terra se tornar uma floresta.

Acima vemos a uma altitude de mais de 8000 metros, oito configurações simétricas, semelhantes a estruturas piramidais que estão às margens da floresta Amazônica. A exploração dessas pirâmides seria difícil, devido à necessidade de se atra­vessar uma selva densa, a partir do rio Pini Pini, parte da região do Amazonas, e também devido à presença ameaçadora dos índios da tribo Machiguenga, que se consideram os guardiões desses locais que eles consideram "lugares sagrados." Um outro grande enigma é o próprio nome "Brasil" que contém uma estranha fonética de caracterísctica similar a de culturas situadas do outro lado do oceano, como a Irlanda. De acordo com lendas antigas, em voga na Europa oriental antes do descobrimento da América, Bra­sil ou Hy Brazil era o nome de uma terra existente do outro lado do inexplorado Atlântico. Assim, quando o Brasil foi descoberto, recebeu o nome da terra citada na lenda. Mas o nome parecia conter uma mensagem, porquanto B-R-Z-L significava "ferro" em hebraico e também em aramaico, lín­gua outrora comum na Mesopotâmia. Somen­te mais tarde é que se descobriu que o Brasil possuía as maiores reservas de minério de ferro do mundo.
A história por trás da lenda de Akanis Akahim e Akakor

A história é longa, e para começar será dada a narrativa de um suposto mestiço de "índio com alemão" chamado Tatunca Nara que conta uma história surreal sobre as supostas cidades. Alegado como farsante e assassino, ele relata a história a seguir. Antes de começar a fantástica história de Tatunca Nara preciso apesentar João Américo Peret, se não vocês não entenderão nada. João Américo Peret trabalhou na equipe de sertanistas do SPI/Funai (1950-70), conviveu com o Marechal Rondon e foi discípulo de Malcher, Heloisa Torres e Eduardo Galvão. Colaborador de vários antropólogos em pesquisa nas aldeias indígenas, o carioca João Américo Peret foi colega e conviveu com os sertanistas irmãos Villas Boas, Francisco Meirelles e Gilberto Pinto. Realizou contatos com índios isolados e teve ativa participação na vida de milhares de índios brasileiros, ao criar postos de assistência e indicar áreas que deveriam ser convertidas em Reservas Indígenas.Em 1968 encontrou a “Expedição Calleri”, então desaparecida no Amazonas.

Realizou inquéritos, sindicâncias e pesquisas nas aldeias visando melhorar a administração e assistência aos índios. Esteve no Monte Roraima e nas malocas de Raposa e Serra do Sol em Roraima. Após deixar a Funai continuou auxiliando os índios com projetos voltados às suas aldeias. É arqueólogo, escritor, jornalista, acadêmico, roteirista cinematográfico, fotógrafo. Participou da exposição “500 anos de Brasil” no exterior e criou uma ilustração para a moeda de prata comemorativa de cinco reais e para a cédula de dez reais de plástico, cuja imagem traz ilustração de um índio. Ao lado do também legendário Darcy Ribeiro, participou da criação do Museu do índio e da criação da “Comissão Pró-índio, no Rio de Janeiro, onde reside. Atualmente, João Américo Peret participa do Movimento em Defesa da Economia Nacional (MODECON); Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), organização voltada às questões indígenas e problemas de fronteiras. Em entrevista ele conta sobre Tatunca Nara, o suposto "índio" alemão que segundo muitos, enganou milhares com sua história.

Entrevista

Repórter: O jornalista alemão Karl Brugger, narra no livro “A Crônica de Akakor” que conheceu na Amazônia, o índio Tatunca Nara, em 1972. E este lhe contou as histórias incríveis que são temas do seu livro. No relato de Tatunca Nara, seres celestiais desceram em naves douradas e fundaram três fortalezas, Akanis, Akakor e Akahim, na região do alto Rio Negro. O senhor sabe algo a respeito?

João Américo Peret: Conheci o “índio” Tatunca Nara, em 1979, na cachoeira da Aliança, do Rio Padauiri, afluente esquerdo do Rio Negro (AM). Gravei em fita cassete sobre suas histórias rocambolescas. Sobre pirâmides e cidades subterrâneas, monges espaciais, equipamento de comunicação intergaláctico. Ele dizia que seu pai seria um sacerdote Inca que atacou um convento e raptou uma freira alemã, que é sua mãe, cresceu como príncipe numas ruínas Incas, no Acre. Essas histórias contadas de “boca em boca”, atraiam pesquisadores, como o arqueólogo Roldão Pires Brandão que há anos fazia expedições ao Pico da Neblina, procurando localizar “cidades perdidas”.

Tatunca Nara trazia turistas estrangeiros e faturava (US$...). Quando o explorador francês “Jack Cousteau” pesquisou o Rio Amazonas, foi com Tatunca Nara, de helicóptero, “ver as pirâmides”. Mas tudo continuou em segredo. Parece que o único autorizado a escrever sobre o assunto foi Karl Brugger com o livro: Die Chronik von Akakor (Econ verlag Gmbh, Dusseldorf und Ween, 1976). Traduzido sob o título “A Crônica de Akakor”. Direitos de tradução, a Livraria Bertrand Sarl, Lisboa, 1980. Prefácio, Erich von Dâniken. Que tal uma entrevista especial, abordando somente sobre a “Pirâmide e cidades subterrâneas, que só o Tatunca Nara tem o segredo?”.

Repórter: Caro Peret, muita gente deseja saber sobre as tais pirâmides amazônicas e 'cidades dos extraterrestres' que só o Tatunca Nara conhece. O senhor comentou que esteve naquela região, inclusive, investigando a existência das mesmas. Afinal, elas existem? Ou Tatunca Nara era apenas um falastrão?

João Américo Peret: Preciso citar a ABEPA (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas Arqueológicas), fundada em 30/05/1958, sob o nº1026-RJ, pelo nosso presidente professor Roldão Pires Brandão. Foi ali que eu soube da existência do índio ugha mongulala, o Tatunca Nara, em 1979.

O professor Roldão me contou que, “Conheci o Tatunca Nara, ele é guardião das pirâmides e cidades subterrâneas no Amazonas. Ficam nas cabeceiras do rio Padauiri, no alto rio Negro. Ele me pediu segredo; Vai pedir ao grão sacerdote ugha mongulala para me levar lá. Mas falou do perigo de encontrarmos índios canibais... Preciso de você para amansar os índios. Vou a Manaus conseguir recursos para a expedição”.

Repórter: O senhor acreditou nessa história? Achou que poderia ser verdade?

João Américo Peret: Não. Não havia registro de índios canibais no Brasil de hoje. No ciclo das grandes descobertas nas Américas, inúmeras expedições passaram na região norte do Amazonas: Philipp Von Hutten, Charles Frederick Hartt, Theodor Koch-Grünberg, Cristóbal d’Acunha, La Condamine e outros. Só encontraram material cerâmico, cestaria, madeira, contas, conchas e inscrições rupestres. Os Cambeba do rio Solimões, migrados do Peru, possuíam raros objetos de cobre e tecelagem incaica. Os Tukano do Rio Negro tinham raros folhetos de ouro como brincos e colares. Eu conhecia a Serra Curi-Curiari – “Bela Adormecida”, em São Gabriel da Cachoeira, tida como o “Portal” para o Eldorado... De resto só as “ficções científicas”, como “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich von Dâniken. No seu livro “Semeaduras e Cosmos”, ele transcreveu minha reportagem, intitulada “Bep-kororoti o guerreiro do espaço” uma lenda Kayapó.

Repórter: Certamente o senhor se tornou famoso, pois os livros de von Dâniken são traduzidos em muitos idiomas.

João Américo Peret: Pode ser... Mas não ligo. Em julho de 1979 o professor Roldão detonou a notícia de que havia descoberto as “Pirâmides do Amazonas”. Assim, atraiu a imprensa do Brasil que alugava pequenos aviões para fotografar as pirâmides. Mas, devido a serração, as fotografias não tinham boa definição.

O Roldão me telefonou dizendo, “Venha logo, os estrangeiros estão saqueando as relíquias arqueológicas. O suíço Ferdinand Schmid foi preso contrabandeando cerâmica do rio Padauiri. Estou voltando para a região com dois agentes da Polícia Federal com metralhadora, um monge para conversar com os sacerdotes guardiões, um etnólogo e o índio mongulala Tatunca Nara”.

Repórter: Sim, eu tinha uns 15 anos na época e me lembro desses boatos que tomaram conta da imprensa. Mas, o senhor viu as tais pirâmides? João Américo Peret: Vamos por partes, porque o professor Roldão, saiu numa expedição aparatosa com pessoas inexperientes; ficou estressado e num movimento brusco com uma carabina ela disparou acertando seu pé. Regressaram a Manaus e ele me chamou. Cheguei a Manaus no dia 17/09/1979, juntamos o que sobrou de material e viajamos de carona num barco até o Rio Padauiri. Na Cachoeira da Aliança, ele me apresentou a um individuo que falava português com forte sotaque alemão: Era o índio mongulala Tatunca Nara de quem falei... Surpreso, não contive a expressão: “Mas ele é um Alemão!...”. E o Tatunca tentou de todas as formas me convencer do que era óbvio. Convidou-me para ir a sua casa onde conheci sua esposa dona Anita, o casal de filhos loiríssimos e turistas falando alemão, examinando mapas de uso das Forças Armadas. No retorno da nossa hospedaria, ele parou a canoa no rebojo da cachoeira e contou uma estória rocambolesca que gravei em fita cassete e autorizo a reprodução a seguir.

Confidências Surreais de Tatunca Nara a João Américo Peret

“Essa tartaruga tatuada no meu peito é distintivo, sou ugha mongulala – chefe-religioso de um povo Inca; Minha mãe era alemã, médica e freira, em 1930, morava na Missão de Santa Maria, no Acre (minha nota: nasci em 1926, não havia Missão Religiosa); Meu pai chamava-se Sincáia Inca, era Ugha Mongulala – chefe religioso, numa cidade em ruínas tipo Machu Picchu, no alto rio Acre. (ruínas inexistentes); Meu pai atacou a missão, matou o bispo, os padres e toda população, poupando quatro freiras. (minha nota: não havia missão, não havia bispos, tinha um único padre que era itinerante); Em 1935, ela casou com meu pai e chamava-se Heina. Nasci em 1938, minha irmã Aharira, em 1944. Minha mãe morreu em 1956.

Em 1957 Aharira casou-se com um mensageiro Mongulala que morava nas cidades subterrâneas, e foi ao Acre (minha nota: a distância é longa demais para uma aventura, sujeito às doenças e acidentes). Quando o mensageiro voltou, viemos com ele. Foi quando conheci as Pirâmides e cidades subterrâneas: AKAKOR é onde vivem os sacerdotes Mongulala, minha irmã Aharira e milhares de pessoas privilegiadas. Ali ficam as relíquias e tecnologia avançadíssimas; A iluminação é através da aura das pessoas. Nosso povo usa a telepatia e a força mental capaz de materializar pessoas e objetos em qualquer lugar; É equipado com imagens televisual, onde se pode conectar com planetas; os meios de transporte são discos voadores, tudo é controlado de forma robótica.

A cidade AKAHIN, em ruínas fica mais próximo das nascentes do rio Padauiri. Ali vivem os escravos de AKAKOR, denominados “homens das cavernas”; quem chegar a região sem autorização é morto imediatamente”. (O Tatunca me revelou tudo isso ancorando a canoa no rebojo, provavelmente para me impressionar ou assustar). E concluiu sua estória com um conselho: Acho bom o senhor não prosseguir viagem com o Roldão. Escutei os índios Yanomami dizendo que seus guerreiros vão atacar os piaçabeiros (extratores de piaçaba, o povoado) a qualquer momento. Isto porque os índios vem trabalhar por aqui, ganham espingarda e vão atacar os Yanomami da Venezuela. E morrem por lá, porque os índios de lá são treinados pelo Exercito para defender a fronteira, e muitos são traficantes. Eu vou mudar para Barcelos, para proteger minha família.

A história fantasiosa de Tatunca Nara

Tatunca Nara disse que a cidade tem um Grande Templo do Sol, contendo documentos, mapas e desenhos que contavam a história da Terra .

“Um dos mapas mostra que nossa Lua não foi a primeira, nem a única na história da Terra. A Lua que conhecemos aproximou-se da Terra e começou a orbitá-la há alguns milhares de anos”

(concepção claramente baseada na Cosmogonia Glacial de Hörbiger). A terceira fortaleza seria Akahim, não mencionada na crônica antes de 7.315 a.C., ligada com Akakor, e situada na fronteira do Brasil com a Venezuela. Esta é uma das localizações tradicionais de outra das mais famosas cidades lendárias da América do Sul, Manoa do Eldorado, com a qual é explicitamente identificada. A partir dessas três cidades, teriam sido fundadas 26 cidades de pedra, incluindo Humbaya e Patite (Paitíti ?) na Bolívia, Emin, nas zonas baixas do Grande Rio e Cadira (Candire ?)nas montanhas da Venezuela. Mas “todas foram completamente destruídas na primeira Grande Catástrofe, 13 anos depois da partida dos Deuses.”

Os “Pais Antigos” também construíram três recintos religiosos sagrados: Salazere, nas zonas altas do Grande Rio (em um afluente do Amazonas, a oito dias de Manaus);Tiahuanaco, sobre o Grande Lago e Manoa, na planície elevada do Sul. Eram as residências terrestres dos “Mestres Antigos”, proibidas para os Ugha Mongulala. No centro se elvantava uma gigantesca pirâmide, e uma escadaria espaçosa conduzia à plataforma na qual os deuses celebravam cerimônias desconhecidas por seus servos humanos. Seu império teria tido 362 milhões de habitantes: 130 famílias de extraterrestres, dois milhões de Ughla Mongulala e 360 milhões de súditos. A língua dos Ugha Mongulala seria o quéchua, escrito com 1.400 símbolos. Da civilização de Akakor, teria se originado a cultura de Tiahuanaco e a civilização Inca. Em 10.481 a.C., os extraterrestres partiram, deixando seu império nas mãos de seu servidor Ina e o orientaram a abrigar os Ugha Mongulala nas cidades subterrâneas para se protegerem da catástrofe. Depois que esta aconteceu, os 360 milhões de súditos se rebelaram, “rechaçaram o legado dos deuses e esqueceram rapidamente seu idioma e escrita. Converteram-se em degenerados”. A catástrofe de 10.468 a.C. teria sido causada por “outra nação de deuses”, esta de pele avermelhada e pêlo abundante, com cinco dedos nas mãos e nos pés, mas com cabeças de serpentes, tigres, falcões e outros animais. As “tribos degeneradas” teriam fundado seus próprios impérios e acuado os Ugha Mongulala, cujo líder Urna foi derrotado e morto em uma batalha na montanha de Akai. Seu povo teria se refugiado nas cidades subterrâneas. Os deuses voltaram então a intervir e provocaram uma segunda catástrofe em 3.166 a.C., que seria o dilúvio bíblico. Os deuses voltaram a visitar os Ugha Mongulala e ficaram com eles por três meses. Fundou-se um novo império centrado em Akakor, com um líder chamado Lhasa, que teria reinado sobre 20 milhões de sobreviventes e fundado Macchu Picchu. Um irmão de Lhasa chamado Samón voou para o leste e fundou seu próprio império. Em 3056 a. C., Lhasa fundou um porto chamado Ofir, por onde comerciava com o império de Samón. Esse império alcançou seu apogeu em 2500 a.C., quando reinava sobre um império de 243 milhões de habitantes. Em 2470 a.C., “Viracocha, o Degenerado”, foi banido de Akakor por razões políticas e fundou Cuzco e a nação inca. Depois, o império começou a enfrentar inimigos e rebeliões.

Em 570 d.C., Akakor estava ameaçada pelos rebeldes e pelos incas, mas chegaram mil guerreiros godos pelo rio Amazonas, que se aliaram a Akakor e trouxeram o conhecimento do ferro, do arado e de novas sementes (eram presumivelmente refugiados da derrota de Teia, último rei ostrogodo, por Narses, general do imperador bizantino Justiniano na batalha do Mons Lactarius, de 553 d.C.). Também se consideravam descendentes dos deuses (dá-se a entender que eram herdeiros do desaparecido império de Samón) e integraram-se na comunidade de Akakor, que reconquistou as terras da Amazônia e demarcou a fronteira com os incas, vivendo em paz com eles até a chegada dos espanhóis. Em 1532, os espanhóis conquistaram o Império Inca e em 1553 tiveram notícia da existência de Akakor, cujos chefes decidiram se retirar para o interior, abandonando Macchu Picchu e os últimos incas e levando as riquezas que podiam. Um grupo de espanhóis chegou, mesmo assim, perto de Akakor, mas foi derrotado em uma batalha no monte Akai. Foram feitos prisioneiros e alguns conseguiram fugir (dando a entender que seria a legendária Paitíti dos conquistadores, supostamente habitada por um povo branco). As tribos submetidas da Amazônia voltaram a se rebelar, criando suas próprias sociedades.

Na cidade aliada de Akahim, as mulheres se recusaram a acatar a retirada aprovada pelo conselho e assumiram o governo e a guerra, lideradas por uma princesa chamada Mena. Conhecidas pelos espanhóis como as amazonas (ou seja, as icamiabas), lutaram contra os espanhóis por sete anos, separaram-se das tribos rebeldes e criara uma nova ordem na cidade subterrânea das montanhas de Parima, onde no tempo em que foi publicado o livro viveriam ainda 10.000 pessoas, que saíam à superfície apenas para cultivar suas terras e caçar. Nas vésperas da II Guerra Mundial, o rei Sinkaia de Akakor teria capturado uma mulher alemã chamada Reinha e se casado com ela, união da qual teria nascido Tatunca Nara em 1937. Além disso, Reinha negociou uma aliança com os nazistas, pelas quais o III Reich se apoderaria do litoral do Brasil e Akakor ficaria com a Amazônia.

De 1941 a 1945, dois mil soldados alemães teriam chegado a Akakor de submarino, levando armas modernas. Com a derrota nazista, teriam ficado e se integrado à vida do povo. A Akakor da superfície teria sido destruída e abandonada três anos antes do encontro de Brugger com Tatunca Nara, para evitar que fosse descoberta pelos “brancos bárbaros”. Seu povo teria fugido para treze cidades subterrâneas – Akakor “inferior”, Budu, Kish, Boda, Gudi, Tanum, Sanga, Riño, Kos, Aman, Tal, Sikon e Mu, todas iluminadas artificialmente, com exceção da última, iluminada por meio de chaminés que chegam a superfície e um grande espelho de prata. Brugger escreveu que viajou no alto Purus com Tatunca Nara, mas sua canoa virou e, tendo perdido os víveres e remédios, não ousou prosseguir a pé.

O livro previa uma terceira grande catástrofe em 1981, que destruiria a Terra e, obviamente, não se realizou. Em 1985, Brugger foi assassinado a tiros em um restaurante no Rio de Janeiro. O estadunidense John Reed saiu em uma expedição em busca das cidades. Nunca mais foi encontrado. Em 1983 o explorador suíço Herbert Wanner também partiu para nunca mais voltar. Seu crânio foi posteriormente encontrado na floresta e identificado. A alemã Christine Heuser, envolvida na lenda, também despareceu no meio da floresta. Quando Rüdiger Nehberg e Wolfgang Brög resolveram fazer um documentário sobre o tema e foram guiados por Tatunca, notaram diversas contradições em sua história. Investigação, contando com a ajuda das autoridades, logo revelou que Tatunca Nara era em verdade Günther Hauck, um fugitivo da Alemanha. Depois de um divórcio em 1966, e para não pagar os direitos à ex-mulher, Hauck fugiu para o Brasil. O que explicaria bem o fato de que falava e escrevia alemão bem melhor do que português. Sua ex-mulher não só o reconheceu, como registros mostram que enquanto ainda estava na Alemanha, Hauck já havia usado o pseudônimo de “Tatunge Naure”. Günther “Tatunca Nara” Hauck ainda reside em Barcelos, cidade do Amazonas às margens do Rio Negro. Em 2003 foi declarado mentalmente instável, mas continuou oferecendo seus serviços de guia. Akakor continua uma lenda. Embora Tatunca Nara não tenha sido quem falou, a lenda de Akakor é conhecida desde tempos remotos pelos moradores da região do Amazonas.

Crétitos e atribuições:
Entrevista original concedida ao site Fanzine:
https://www.viafanzine.jor.br

 

2 comentários:

  1. Akanis, Aztlha, Akahim... https://www3.livrariacultura.com.br/aztlan-2112140609/p

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  2. https://www.submarino.com.br/produto/88687099/akanis-a-solucao-final?WT.srch=1&acc=d47a04c6f99456bc289220d5d0ff208d&epar=bp_pl_00_go_g35177&gclid=CjwKCAiAlajvBRB_EiwA4vAqiHaivjjSdI7Xcc5c7-YUVzWRBEIMkIIJRDIb0bU9PA9jhIGEz4cwLxoCN8kQAvD_BwE&i=5d806aea49f937f6253841f7&o=5d1f9e436c28a3cb501f5b46&opn=XMLGOOGLE&sellerId=34140603000100&sellerid=34140603000100&wt.srch=1

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